Skip to main content

Matéria Vogue – 01/02/2023

Na coluna Wellness, a jornalista Thaís Varela publicou a matéria sobre como o bem-estar sexual está muito acessível, que é possível comprar um vibrador na sua loja de beleza favorita, ouvir em um aplicativo histórias eróticas que levarão ao orgamos e falar de saúde íntima feminina sem (tanto) tabu. E o Ora 3 da Lelo é destaque como uma das tendências em sex touys

Entre todos os setores que englobam o wellness, um dos que mais se destacou nos últimos anos foi o do sexo. Nunca se falou tão abertamente, nunca houve tanta procura, nunca nos sentimos tão livres para investigar e testar o que realmente nos dá prazer. Você já imaginou que seria possível comprar um vibrador ou um lubrificante na sua loja de beleza favorita? Pois, agora, isso também é possível.

Para além da penetração, uma nova gama de sex toys é capaz de simular o sexo oral e até unir casais que estão longe um do outro, com gadgets que possuem controle remoto – quem disse que não existe prazer em relacionamento a distância? Depois de os vibradores receberem um rebranding, agora os aspectos psicológicos do sexo ganham atenção. Para quem nunca se identificou com entretenimento pornô, vale conferir métodos novos como contos e podcasts eróticos e aplicativos de masturbação guiada. Além disso, ficou clara a importância do autoconhecimento para atingir o prazer sexual, seja para descobrir o que gosta na hora H ou para conhecer o próprio corpo, se sentir à vontade com ele e, mais, ter certeza de que a saúde da região íntima também está sendo contemplada nessa onda de quebras de tabu. Cuidar da musculatura da pelves, por exemplo, mais do que contribuir para um sexo prazeroso é fundamental para a longevidade feminina e a boa saúde íntima da mulher.

Erotismo em alta
Já cantava a cantora Rita Lee: sexo é imaginação. Mais do que o toque físico e até mesmo o estímulo visual, que por muitos anos foi o principal formato para fantasiar, novas possibilidades de estimular o tesão surgem focadas em explorar o prazer em todos os sentidos, como os contos e áudios eróticos e a masturbação guiada. “O prazer pode ser experimentado de diversas formas: no cheiro, sabor, texturas, audição, em tudo. Sentimos com todo o corpo, e essa consciência incentiva a nutrir outras formas de gozo”, explica a pesquisadora sobre o corpo feminino Maria Chantal. Plataformas como a inglesa Ferly e as brasileiras Tela Preta e Share Your Sex disponibilizam alternativas para aguçar a fantasia além do clássico filme pornô.

Hora de brincar
Se os vibradores em formato dildo foram a porta de entrada para introduzir brinquedos eróticos na rotina sexual, produtos que oferecem muito além da penetração ganham espaço no mercado. “A tecnologia dita as novidades do momento, e versões controladas remotamente, seja por aplicativo ou através de um controle, têm conquistado adeptos na brincadeira solo, para apimentar a relação ou como alternativa para driblar a distância do par”, explica a sexóloga Luciane Angelo, colunista da Vogue. Os modelos variam: do tipo acoplado à calcinha (que pode ou não ter uma parte penetrável), bullet ou versões com duplo encaixe para ser usado a dois pessoalmente. Outra novidade são gadgets que contam com um formato similar à língua. “Com o sucesso feito pelos sugadores clitorianos, ganham força os estimuladores que simulam o sexo oral.” O fetiche também está em alta e, segundo relatório de tendências do setor feito pela empresa de pesquisa de mercado Research and Markets, acessórios do universo BDSM, como algemas, chicotes e coleiras, começam a perder o estigma e adentrar as rotinas sexuais.

“Os últimos anos foram um divisor de águas para a sexualidade. Os casais se viram obrigados a reajustar algumas rotas e incluir atividades novas para fugir da rotina, como o uso de diferentes estilos de apetrechos eróticos, e os solteiros passaram a explorar mais o autoconhecimento e o próprio prazer – primeiro à sós e, agora, novamente acompanhados”, completa a sexóloga Luciane Angelo.

Sustentando o prazer
A importância do assoalho pélvico para a saúde e o bem-estar sexual da mulher entrou em pauta. “Responsável por sustentar órgãos da região íntima, os músculos dessa área ajudam a evitar quadros de flacidez vaginal, incontinência urinária e disfunções sexuais, além de contribuírem para a melhora da satisfação no sexo”, explica a ginecologista Erica Mantelli. O cuidado preventivo deve ser feito em qualquer idade com exercícios de consciência corporal, como pilates, ioga ou aulas de dança. “Em casos mais sérios, o médico pode indicar a fisioterapia pélvica ou gadgets que trabalham o assoalho pélvico com pulsações e vibrações”, completa a ginecologista Viviane Monteiro.

https://vogue.globo.com/wellness/noticia/2023/02/3-tendencias-do-universo-sexual-que-deixarao-o-prazer-em-foco-em-2023.ghtml